Uma nova marca acaba de chegar ao Brasil com tudo — e se você ainda não ouviu falar da Caoa Changan, vai ouvir muito em breve. A joint venture entre o Grupo CAOA (o mesmo por trás da Caoa Chery) e a gigante chinesa Changan Automobile foi apresentada oficialmente no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro de 2025, com uma proposta ambiciosa: fabricar carros em solo brasileiro e disputar espaço em um mercado cada vez mais competitivo.
E atenção: apesar de dividir o mesmo grupo, a Caoa Changan não tem nenhuma relação técnica com a Caoa Chery. São marcas, tecnologias e produtos completamente diferentes.
Quer saber o que vem por aí? A gente explica.
Uni-T — o primeiro a chegar, e já fabricado no Brasil
O Caoa Changan Uni-T é a grande estreia da marca no país, com lançamento previsto para março de 2026. E já começa bem: o SUV cupê sairá da linha de montagem de Anápolis (GO) — a mesma fábrica que já produziu modelos da Hyundai e hoje fabrica os utilitários da Chery.
O visual é agressivo e chama atenção. Na dianteira, os faróis finos em LED contrastam com uma grade paramétrica composta por 150 elementos em formato de diamante, criando um efeito tridimensional bem diferente do convencional. De lado, as linhas vincadas nas portas e as maçanetas embutidas reforçam o perfil de SUV cupê.
Nas medidas: 4,51 m de comprimento, 1,87 m de largura e 2,71 m de entre-eixos — dimensões comparáveis ao Toyota Corolla Cross, mas com estilo bem mais ousado.
Por dentro, o nível de equipamentos é generoso: bancos em couro, multimídia de 12,8″, ar-condicionado automático de duas zonas, painel digital de 12,3″, navegação por satélite e reconhecimento de voz. No motor, o Uni-T global usa um 1.5 turbo com câmbio automatizado de dupla embreagem e sete marchas. A versão brasileira chegará preparada para rodar com gasolina e etanol — um diferencial importante por aqui.
Sobre o preço, o diretor de marketing da Caoa adiantou que o modelo ficará posicionado entre o Tiggo 7 e o Tiggo 8, ou seja, espere valores na faixa de R$ 150 mil a R$ 195 mil.
CS55 — o SUV do dia a dia, com cara nova
Logo atrás do Uni-T vem o Changan CS55, previsto para chegar no primeiro semestre de 2026, também com produção em Anápolis. Flagrado diversas vezes em testes na região de São Paulo e Campinas, o modelo já chegará ao Brasil com o visual completamente renovado — e faz jus à atualização.
A nova dianteira traz faróis full LED interligados em formato de “C” e uma grade com efeito tridimensional. Na traseira, as lanternas também são interligadas, seguindo a tendência dos SUVs chineses mais modernos. O resultado é um carro que parece muito mais premium do que seu preço sugeriria.
Com cerca de 4,75 m de comprimento, o CS55 cresce em relação à geração anterior e passa a disputar de igual para igual com nomes como Jeep Compass, Renault Boreal e Toyota Corolla Cross. O porta-malas tem 475 litros — espaço mais do que suficiente para o uso cotidiano.
O interior segue o padrão da nova geração da Changan: painel digital integrado à multimídia de 14,6″, formando uma tela dupla panorâmica. Materiais macios, console elevado e acabamento minimalista completam a proposta.
No motor, a configuração principal é o 1.5 turbo com cerca de 180 a 190 cv, combinado a câmbio de dupla embreagem — e assim como o Uni-T, deve ganhar calibração flex para o mercado brasileiro.
CS75 Plus — o grandão que quer destronar o Tiggo 8
Para quem precisa de espaço e não abre mão de um SUV de grande porte, o Caoa Changan CS75 Plus também está nos planos para 2026. E ele chega com números que impressionam: 4,77 m de comprimento, 1,91 m de largura e 2,80 m de entre-eixos — dimensões que superam tanto o Caoa Chery Tiggo 8 quanto o Jeep Commander.
Sob o capô, o motor é um 1.5 turbo que, apesar da cilindrada modesta, entrega potência suficiente para mover o SUV com conforto. A proposta é brigar de frente com os líderes do segmento de SUVs médios-grandes, oferecendo mais espaço por um preço competitivo.
Data e valores ainda não foram confirmados oficialmente.
Avatr 11 — o elétrico de luxo que brigará com BMW e Mercedes
A Caoa Changan não quer só o mercado popular. Com o Avatr 11, a marca mira diretamente o segmento premium dos elétricos, competindo com BMW iX, Mercedes EQE SUV e Audi Q8 e-tron.
O Avatr 11 é fruto de uma parceria entre três gigantes: Changan, Huawei e CATL. Isso se traduz em tecnologia de ponta em todos os aspectos: bateria de última geração, plataforma de IA chamada “Vortex” que aprende as preferências do motorista e ajusta iluminação, som e interfaces automaticamente, e o pacote ADAS da Huawei — considerado um dos mais avançados do mercado asiático.
Os números são de dar inveja: 578 cv de potência e autonomia de até 680 km no ciclo chinês. O design é fluido e futurista, com interior que prioriza materiais premium e integração digital total.
A pré-venda já está aberta no site da Caoa Changan. O lançamento está previsto para o segundo semestre de 2026 e a estimativa de preço gira em torno de R$ 650 mil.
Por que a Caoa Changan merece atenção?
Diferente de outras marcas chinesas que chegam ao Brasil apenas importando carros, a Caoa Changan já estreia com produção nacional em Anápolis. Isso reduz custos no longo prazo, facilita a assistência técnica e demonstra comprometimento com o mercado local — algo que o consumidor valoriza na hora de escolher um carro novo.
A estratégia é bem pensada: o Uni-T e o CS55 atacam os segmentos de maior volume, enquanto o Avatr 11 posiciona a marca no topo e constrói reputação. Se a execução for à altura da ambição, 2026 pode ser o ano em que a Caoa Changan coloca seu nome de vez no mapa do mercado automotivo brasileiro.
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Informações baseadas em dados disponíveis em março de 2026. Preços e especificações sujeitos a alterações.


