O GWM Tank 300 acaba de receber uma atualização impressionante na China que pode chegar ao Brasil nos próximos meses. A versão 2025 ganhou motor elétrico mais potente, saltando dos atuais 394 cv para impressionantes 421 cv de potência combinada. Além disso, a recarga rápida foi drasticamente melhorada: o tempo para carregar de 30% a 80% caiu de 24 minutos para apenas 16 minutos. E tudo isso mantendo o mesmo preço de 249.800 yuans (aproximadamente R$ 180 mil na conversão direta) no mercado chinês.
A GWM Brasil ainda não confirmou oficialmente quando essa versão “anabolizada” chegará ao país, mas executivos da marca deixaram claro que a atualização é inevitável para manter a competitividade frente ao Jeep Wrangler e ao futuro Ford Bronco. A expectativa é que o Tank 300 mais potente desembarque por aqui em 2026, possivelmente já com motorização híbrida flex adaptada ao etanol brasileiro.
De 394 cv para 421 cv: o que mudou no motor
O Tank 300 brasileiro atual já impressiona com seus 394 cv de potência combinada, resultado da união entre um motor 2.0 turbo a gasolina (245 cv) e um motor elétrico dianteiro (163 cv, com 40,8 kgfm de torque). Mas a GWM decidiu que não era suficiente.
Na versão chinesa atualizada, o motor a combustão 2.0 turbo foi mantido inalterado, mas o sistema elétrico recebeu “esteroides”. A engenharia substituiu o motor elétrico dianteiro por uma unidade significativamente mais potente:
Antes (versão brasileira atual):
- Motor elétrico: 163 cv
- Torque elétrico: 40,8 kgfm (400 Nm)
- Potência combinada: 394 cv
- Torque combinado: 76,4 kgfm (750 Nm)
Depois (versão chinesa 2025):
- Motor elétrico: 177 cv
- Torque elétrico: 50,5 kgfm (495 Nm)
- Potência combinada: 421 cv
- Torque combinado: estimado em 80+ kgfm
Esses 27 cv e quase 10 kgfm adicionais no motor elétrico fazem toda diferença na prática, especialmente em situações off-road onde o torque instantâneo define a capacidade de transpor obstáculos. No asfalto, as ultrapassagens ficam ainda mais fulminantes.
Recarga rápida: de 24 para 16 minutos
Talvez a melhoria mais celebrada pelos usuários chineses seja a velocidade de recarga em corrente contínua (DC). O tempo para carregar de 30% a 80% caiu brutalmente de aproximadamente 24 minutos para apenas 16 minutos — uma redução de 33%.
Essa diferença pode parecer pequena no papel, mas é enorme na prática. Em viagens longas, paradas de recarga mais curtas significam menos tempo perdido e maior flexibilidade de planejamento. É a diferença entre tomar um café rápido ou ter que almoçar enquanto espera o carro carregar.
A bateria continua sendo de íons de lítio com capacidade nominal de 37,1 kWh (idêntica ao modelo brasileiro), mas a otimização do sistema de gestão térmica e da eletrônica de potência permitiu aceitar corrente mais alta sem comprometer a durabilidade.
Bateria CATL: confiabilidade adicional
Outra mudança importante que já abordamos em artigo anterior é a substituição do fornecedor de baterias. A versão atualizada agora utiliza células fornecidas pela CATL — a maior e mais respeitada fabricante de baterias automotivas do mundo.
A CATL fornece baterias para Tesla, BMW, Volkswagen e praticamente todas as grandes montadoras globais. Contar com células CATL significa maior tranquilidade para proprietários preocupados com durabilidade de longo prazo, gestão térmica superior e consistência de qualidade.
E no Brasil? Quando vem a versão mais potente?
A grande questão é: a GWM trará essas melhorias para o mercado brasileiro? A resposta mais provável é sim, mas o timing ainda é incerto.
O Tank 300 foi lançado no Brasil em abril de 2025 por R$ 333 mil (preço promocional depois estendido devido ao sucesso de vendas). Mais de 1.000 unidades foram vendidas nos primeiros meses, esgotando o primeiro lote disponível. Trazer a versão atualizada agora poderia “matar” as vendas do estoque atual.
Cenário 1 – Primeiro semestre de 2026: Com a confirmação de que o Tank 300 receberá motorização híbrida flex no primeiro semestre de 2026, a GWM pode aproveitar para implementar simultaneamente as melhorias de potência e recarga rápida. Seria o momento ideal para trazer a versão completa atualizada.
Cenário 2 – Produção nacional em 2027: Outra possibilidade é aguardar o início da produção local em Iracemápolis (SP), prevista para acontecer gradualmente. A versão nacionalizada já poderia vir de fábrica com todas as especificações atualizadas.
O mais provável é o cenário 1: chegada da versão híbrida flex com 421 cv já no primeiro semestre de 2026, garantindo competitividade máxima desde o início da nova fase.
Tank 300 híbrido flex: a grande novidade confirmada para 2026
Falando em 2026, a GWM confirmou oficialmente durante o Summit Futuro da Mobilidade que o Tank 300 será adaptado para motorização híbrida flex, capaz de rodar tanto com gasolina quanto com etanol.
O desenvolvimento da tecnologia flex está sendo feito em parceria com a Bosch, mesma estratégia adotada para os SUVs Haval H6. A adaptação manterá o motor 2.0 turbo híbrido plug-in atual, mas com capacidade de operar com ambos os combustíveis brasileiros.
Especificações da versão flex para 2026:
- Motor: 2.0 turbo flex
- Motor elétrico: estimado em 177 cv (versão atualizada)
- Potência combinada: 421 cv (se vier com motor elétrico atualizado)
- Torque combinado: 80+ kgfm
- Câmbio: automático de nove marchas
- Tração: 4×4 sob demanda
- Bateria: 37,1 kWh (autonomia elétrica de 75 km pelo Inmetro)
O Tank 300 seguirá sendo importado inicialmente, diferente dos Haval H6 que serão produzidos localmente. Isso pode manter os preços elevados, mas garante chegada mais rápida ao mercado.
Concorrência: Wrangler e Bronco no radar
A chegada do Tank 300 mais potente e flex é estratégica para enfrentar concorrentes consolidados e novos players que chegam ao Brasil:
Jeep Wrangler: custa a partir de R$ 499 mil com motor 2.0 turbo a gasolina de 272 cv. É o rival direto, mas cobra quase 50% a mais que o Tank 300.
Ford Bronco: previsto para 2026, chegará com motor 2.3 EcoBoost de 300 cv. Os preços estimados ficam entre R$ 400 mil e R$ 450 mil.
BYD Shark: picape híbrida plug-in com 436 cv por R$ 339 mil, mesma faixa de preço do Tank 300 e com ainda mais potência.
Com 421 cv, o Tank 300 atualizado ficaria abaixo apenas da Shark em termos de potência pura, mas com proposta completamente diferente (jipe off-road vs picape). Em relação ao Wrangler e Bronco, o Tank 300 seria significativamente mais barato oferecendo performance similar ou superior.
Preço deve se manter competitivo
Na China, o Tank 300 Hi4-T atualizado mantém o preço de 249.800 yuans (R$ 180 mil na conversão direta), provando que as melhorias não impactaram significativamente os custos de produção.
No Brasil, o modelo atual é vendido por R$ 333 mil (preço promocional estendido). A versão atualizada híbrida flex pode chegar entre R$ 340 mil e R$ 360 mil, ainda assim competitiva frente ao Wrangler (R$ 499 mil) e ao futuro Bronco (estimado em R$ 400 mil+).
Se a GWM conseguir manter preços nessa faixa, o Tank 300 continuará sendo a opção de jipe off-road genuíno mais acessível do mercado brasileiro sem sacrificar tecnologia, potência ou capacidade.
Conclusão: atualização necessária e bem-vinda
A atualização do Tank 300 na China mostra que a GWM está comprometida em manter o modelo competitivo frente a rivais cada vez mais agressivos. Os 421 cv de potência, recarga rápida em 16 minutos e bateria CATL são melhorias substanciais que elevam o patamar do jipe.
Para o consumidor brasileiro interessado no Tank 300, a recomendação é clara: se você não tem pressa extrema, vale aguardar a chegada da versão híbrida flex com as atualizações de potência prevista para o primeiro semestre de 2026. Será um modelo ainda mais completo, potente e adaptado às necessidades locais.
E você, esperaria pela versão de 421 cv híbrida flex ou compraria o Tank 300 atual de 394 cv? Deixe sua opinião nos comentários!



