Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, diversos modelos registraram aumentos muito superiores à inflação do período, que ficou em torno de 4,5%. Alguns carros subiram 15%, 20% ou mais, adicionando dezenas de milhares de reais ao preço final sem melhorias proporcionais.
O Jeep Commander, por exemplo, ficou cerca de R$ 38 mil mais caro comparando versões equivalentes. O Volkswagen Taos subiu mais de R$ 25 mil. Até modelos populares como HB20 e Onix tiveram reajustes acima de R$ 5 mil.
Por que os preços explodiram:
Dólar volátil impacta custos de componentes importados, forçando montadoras a repassarem aumentos. Autopeças produzidas no exterior ou com insumos importados encarecem rapidamente.
Eletrificação custa caro. Baterias, motores elétricos e eletrônica embarcada são significativamente mais caros que componentes tradicionais. Mesmo híbridos leves carregam custo adicional de R$ 15 mil a R$ 25 mil.
Exigências do Programa Mover forçam investimentos em materiais recicláveis, eficiência energética e sistemas de segurança que aumentam custos de produção repassados aos preços.
Quem mais sofreu:
SUVs médios e grandes foram os mais atingidos, com reajustes frequentemente acima de R$ 20 mil. São veículos com margens maiores e público menos sensível a preço, tornando-os alvos preferenciais para repasses.



